domingo, 8 de maio de 2011











MUITAS VEZES FAZEMOS POR MERECER, SOFREMOS, LUTAMOS PARA POR NOSSOS FILHOS NO MUNDO, ABOLI O ABORTO NO CASO COMO O MEU QUE FUI MÃE SOLTEIRA E ASSUMIDA, TRABALHAMOS NAQUILO QUE NÃO GOSTAMOS SOFREMOS ABUSOS DE PATRÕES DEGENERADOS PARA QUE NOSSOS FILHOS TENHAM O QUE COMER E POR ESCONDERMOS NOSSAS HISTÓRIAS DE NOSSOS FILHOS POR MUITAS VEZES PASSAMOS POR MÃES DESPREZÍVEIS E DEGENERADAS, POIS QUEREMOS PÔ-LOS NO MELHOR LUGAR DO MUNDO, QUEREMOS A MELHOR ESCOLA, A MELHOR FACULDADE, O MELHOR MÉDICO,  GUERREIRAS, MAIS BEM NO INTERIOR DE NOSSOS CORAÇÕES SABEMOS E SOMOS RECONHECIDAS NÃO POR NOSSOS FILHOS, MAS POR FILHOS QUE ADOTAMOS NO CORRER DE NOSSAS VIDAS. ´PARA AQUELAS MÃES QUE COMO EU TIVERAM O DESPREZO COMO O CARINHO EU DIGO: NUNCA DESISTAM O RECONHECIMENTO VIRÁ, NÃO PELOS FILHOS QUE VOCÊ PÔS NO MUNDO MAIS PELOS FILHOS QUE VOCÊS ADOTARAM. BEIJOS A TODAS ESTAS LUTADORAS, GUERREIRAS E VITORIOSAS.

sexta-feira, 4 de março de 2011

CANÇÃO DAS MULHERES



Canção das mulheres

Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.

Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.

Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.

Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.

Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.

Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.

Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''

Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.

Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.

Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.
Lya Luft

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